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Obsolescência Programada PDF Imprimir E-mail
Escrito por Ernesto Fonseca Veiga   

Obsolescência programada é o nome dado à vida curta de um bem ou produto, projetado de forma que sua durabilidade ou funcionamento se dê apenas por um período reduzido.


A obsolescência programada faz parte de um fenômeno industrial e mercadológico surgido nos países capitalistas nas décadas de 1930 e 1940 conhecido como "descartalização". Faz parte de uma estratégia de mercado que visa garantir um consumo constante através da insatisfação, de forma que os produtos que satisfazem as necessidades daqueles que os compram parem de funcionar ou tornem-se obsoletos em um curto espaço de tempo, tendo que ser obrigatoriamente substituídos de tempos em tempos por mais modernos.


Esse conceito, apesar de já ser relativamente antigo nunca se aproximou tanto da realidade como nos dias atuais. Hoje, ao comprar um celular ou um computador, por exemplo, tem-se a certeza de que em breve ele se tornará obsoleto, pois surgirão outros modelos com recursos mais avançados, novas tecnologias, enfim, logo este estará ultrapassado. Sem contar a possibilidade de troca por causa de defeito ou algo do tipo, o que também é bastante comum.


Existe um problema ainda maior por trás de tudo isso. Se o número de celulares, notebooks, desktops, entre outros aparelhos eletrônicos vendidos têm aumentado constantemente e de maneira quase exponencial, isso implica que também está havendo um aumento em massa na quantidade de sucata eletrônica descartada. E esse problema traz consigo diversos outros. Por exemplo: como e onde toda essa sucata é descartada? Alguma parte dela é reaproveitada? Enfim, uma pergunta muito importante que deve ser respondida: é sustentável?


É fato que não há como não depender da tecnologia hoje, mas também é verdade que muita coisa pode ser feita para que o lixo eletrônico seja descartado de forma não prejudicial.


Entre as diversas maneiras de se reaproveitar essa grande quantidade de lixo eletrônico pode ser citada por exemplo a reutilização de peças e componentes para serem usados em projetos de robótica educativa. Nesse caso, esse lixo se torna matéria-prima para o desenvolvimento de robôs, etc, que podem ser utilizados em escolas para introduzir conceitos de mecânica, eletrônica, entre outras áreas interdisciplinares.


Uma outra iniciativa muito importante é o envio desse lixo eletrônico para centros de reaproveitamento e reciclagem, que muitas vezes contribuem para projetos sociais, doando computadores construídos a partir do reaproveitamento de peças, que muitas vezes são descartadas sem estarem comprometidas.


Voltando à questão da obsolescência, pode ser observado com certa naturalidade que a vida útil dos aparelhos eletrônicos e afins que adquirimos hoje é cada vez menor, principalmente quando se comparada a dos aparelhos mais antigos. Isso não é uma teoria conspiratória ou algo do tipo. Hoje, conceitos de durabilidade, matéria-prima, manutenibilidade não são pensados para que o produto tenha melhor qualidade e seja utilizável por mais tempo, e sim, para que tenha um custo baixo para quem fabrica, e com isso um maior lucro.


Portanto, a obsolescência e principalmente a que acontece de maneira programada é cada vez mais uma realidade no mundo da tecnologia. Uma realidade que muito improvavelmente será revertida, mas que não pode ser ignorada e deve ser tratada com atenção.


Um documentário muito bom sobre o assunto está disponível em http://www.youtube.com/watch?v=pDPsWANkS-g, que mostra diversos casos, por exemplo, da vida útil de baterias de aparelhos eletrônicos e do cartel para a redução da longevidade das lâmpadas, entre outros, que deixam claro como ocorre todo esse processo que transforma dinheiro em lixo de forma tão rápida e sem controle.

 

 

 

 

 
Latinoware promove Maratona de Robótica Livre PDF Imprimir E-mail
Escrito por Andressa Martins   

Durante a Latinoware 2009 estaremos realizando a III Olimpíada deRobótica Livre Latino-americana. Ela terá um caráter de oficina, pois iremos compartilhar o conhecimento com a colaboração entre grupos.
Estaremos trabalhando com no máximo 20 participantes (5 grupos de 4 pessoas), pois construiremos uma Interface de Hardware Livre (IHL) para cada grupo, além da construção de um "artefato técnico" com a
utilização de sucatas que será controlado pela IHL.

Os grupos serão formados no primeiro dia da olimpíada e assim cada grupo irão juntos definir qual o tema/material que irá levar para a olimpíada (tendo em vista as limitações da IHL e do tempo da olimpíada). No último dia da olimpíada, cada grupo apresenta seu produto final construído a partir do “lixo tecnológico”. Uma comissão de engenheiros da Itaipu Binacional irá avaliar os artefatosconstruídos, e o melhor projeto levará um prêmio que será definido pela organização da Latinoware.

A interface IHL é responsável pela comunicação entre o software de controle e os dispositivos eletrônicos a serem comandados. Possui características de baixo custo e facilidade de montagem, já que quase todos os componentes eletrônicos são encontrados em equipamentos obsoletos ou inutilizados de informática ou eletrônica. Componentes mais difíceis de serem encontrados nos equipamentos descartados podem
ser comprados em lojas de eletrônica. Esta interface é capaz de controlar até 8 dispositivos eletrônicos de entrada e 4 dispositivos eletrônicos de saída. A partir do projeto da IHL, os educandos, em grupos, constroem suas próprias IHL. Vale ressaltar que não será cobrado valor nenhum pelos materiais básicos.

 Mais Informações: http://www.latinoware.org/node/46

 
Robôs Invadem o FISL PDF Imprimir E-mail
Escrito por Andressa Martins   

fisl promove o 1º Festival Internacional de Robótica Livre

O Fórum Internacional Software Livre (fisl) chega a sua décima edição com muitas atrações e novidades. Uma delas é o I Festival Internacional de Robótica Livre, que terá em sua programação olímpiada, palestras, debates e mostra de trabalhos.

A Olímpiada de Robótica Livre tem como objetivo desenvolver um ambiente de criatividade, colaboração e desafio, onde grupos construirão artefatos robóticos usando sucata eletrônica e softwares livres. Composta por 24 participantes organizados em duas categorias (básica e avançada), a Olimpíada terá em seu primeiro dia uma etapa de nivelamento, onde os participantes terão contato com a filosofia da robótica livre e com técnicas de soldagem e eletrônica básica.

Após a etapa de nivelamento, que ocorre durante a manhã do dia 24 de junho, os grupos participantes da Olimpíada serão formados. Na categoria básica, os participantes serão desafiados a construir "artefatos técnicos" usando uma Interface de Hardware Livre (IHL). Já na categoria avançada, os participantes devem desenvolver seus projetos utilizando placas controladoras Freeduino.

Os trabalhos serão avaliados por uma banca composta por membros das comunidades de robótica e de software livre. Os melhores trabalhos serão premiados com kits de robótica livre e brindes surpresa na cerimônia de encerramento do fisl, no dia 27 de junho, quando também serão apresentados ao público.

Para participar da Olimpíada, o  interessado deve enviar um e-mail para Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ,  descrevendo sua experiência com eletrônica ou hardware livre.

Já a Mostra de Trabalhos será composta por projetos criados pelo público do Festival e seu objetivo é apresentar a criatividade da comunidade de hardware livre nacional. Para se inscrever para a Mostra, o interessado deve enviar um e-mail para Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , contendo a descrição do seu projeto. Serão selecionados no máximo 20 projetos.

A programação completa do I Festival Internacional de Robótica Livre será divulgada em breve. O evento é gratuito e ocorre durante o 10º Fórum Internacional Software Livre - fisl10, de 24 a 27 de junho na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS, em Porto Alegre (RS).
 
Manifesto Lixo Eletrônico PDF Imprimir E-mail
Escrito por Andressa Martins   

Pela inclusão dos produtos eletro-eletrônicos na Política Nacional de Resíduos Sólidos.

 Tramita em Brasilia, na Câmara dos Deputados, o projeto de lei (PL203/91) que irá definir a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Sem qualquer consulta ou justificativa plausível, um "grupo de trabalho" alterou a redação do artigo 33, que regulamenta a logística reversa e a reciclagem, e retirou a menção aos produtos eletro-eletrônicos. Com essa alteração, o projeto de lei que deveria criar a Política Nacional de Resíduos Sólidos passa a ignorar a existência do lixo eletrônico,problema crescente e de alto custo sócio-ambiental.

Por esta razão o Coletivo Lixo Eletrônico toma a iniciativa depressionar os deputados e senadores para a re-inclusão dos produtos eletro-eletrônicos no PL 203/91 através da criação e divulgação do "Manifesto Lixo Eletrônico: pela inclusão dos produtoseletro-eletrônicos na Política Nacional de Resíduos Sólidos".

Se concordar com os termos deste Manifesto, assine a petição online <http://www.petitiononline.com/ewaste1/> e ajude-nos a divulgá-lo.Você ainda pode enviar o texto a todos os parlamentares listados no final deste post.

http://www.lixoeletronico.org/manifesto

 
O que é Metareciclagem? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Andressa Martins   

A Metareciclagem é uma metodologia de captação e remanufatura de computadores e equipamentos de informática usados para serem reaproveitados em equipamentos que voltam a funcionar, jogos, multimídia ou obras de arte.

O termo começou a ser usado no Brasil em 2002 em uma rede auto-organizada através da internet. Ao fim daquele ano, foi negociada uma parceria com a ONG Agente Cidadão, que ofereceu logística e um espaço para o armazenamento e triagem de computadores doados, que eram então consertados e distribuídos para a criação de laboratórios de informática em projetos sociais.

Sempre teve por base a desconstrução do hardware, o uso de software livre e de licenças abertas, a ação em rede e a busca por transformação social. Desde então, a MetaReciclagem teve a oportunidade de atrair centenas de colaboradores e influenciar a criação e a implementação de diversos projetos de grande alcance. Recebeu menções honrosas no Prix Ars Electronica 2006 (categoria Digital Communities) e Prêmio APC Betinho de Comunicação (2005), e foi listada como pré-selecionada no Prêmio APC Chris Nicol de Software Livre em 2007. A partir do intercâmbio com a plataforma Waag-Sarai (Holanda-Índia), a MetaReciclagem passou a definir-se não mais em função de um grupo que reciclava computadores, mas uma rede aberta que promovia a desconstrução e apropriação de

 

Ideais

 

  • Dar sentido à vida de materiais eletrônicos após a superação tecnológica dos mesmos
  • Recuperar materiais eletrônicos que não funcionam direito
  • Evitar a proliferação de lixo eletrônico dentro de nossos armários


A solução espiritual frente à angústia causada pela crescente voracidade de consumo de aparelhos tecnológicos é o desapego. Doar, compartilhar, consertar e botar para funcionar é o caminho para a ascensão tecno-espiritual. Como o Dalai Lama disse uma vez: “A revolução tecnológica é positiva. Um dos principais objetivos do budismo é a iluminação. E iluminação significa saber mais. Se a tecnologia facilita o acesso à informação e a comunicação entre as pessoas, ótimo.”

 

Referências