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Obsolescência programada é o nome dado à vida curta de um bem ou produto, projetado de forma que sua durabilidade ou funcionamento se dê apenas por um período reduzido. A obsolescência programada faz parte de um fenômeno industrial e mercadológico surgido nos países capitalistas nas décadas de 1930 e 1940 conhecido como "descartalização". Faz parte de uma estratégia de mercado que visa garantir um consumo constante através da insatisfação, de forma que os produtos que satisfazem as necessidades daqueles que os compram parem de funcionar ou tornem-se obsoletos em um curto espaço de tempo, tendo que ser obrigatoriamente substituídos de tempos em tempos por mais modernos. Esse conceito, apesar de já ser relativamente antigo nunca se aproximou tanto da realidade como nos dias atuais. Hoje, ao comprar um celular ou um computador, por exemplo, tem-se a certeza de que em breve ele se tornará obsoleto, pois surgirão outros modelos com recursos mais avançados, novas tecnologias, enfim, logo este estará ultrapassado. Sem contar a possibilidade de troca por causa de defeito ou algo do tipo, o que também é bastante comum. Existe um problema ainda maior por trás de tudo isso. Se o número de celulares, notebooks, desktops, entre outros aparelhos eletrônicos vendidos têm aumentado constantemente e de maneira quase exponencial, isso implica que também está havendo um aumento em massa na quantidade de sucata eletrônica descartada. E esse problema traz consigo diversos outros. Por exemplo: como e onde toda essa sucata é descartada? Alguma parte dela é reaproveitada? Enfim, uma pergunta muito importante que deve ser respondida: é sustentável? É fato que não há como não depender da tecnologia hoje, mas também é verdade que muita coisa pode ser feita para que o lixo eletrônico seja descartado de forma não prejudicial. Entre as diversas maneiras de se reaproveitar essa grande quantidade de lixo eletrônico pode ser citada por exemplo a reutilização de peças e componentes para serem usados em projetos de robótica educativa. Nesse caso, esse lixo se torna matéria-prima para o desenvolvimento de robôs, etc, que podem ser utilizados em escolas para introduzir conceitos de mecânica, eletrônica, entre outras áreas interdisciplinares. Uma outra iniciativa muito importante é o envio desse lixo eletrônico para centros de reaproveitamento e reciclagem, que muitas vezes contribuem para projetos sociais, doando computadores construídos a partir do reaproveitamento de peças, que muitas vezes são descartadas sem estarem comprometidas. Voltando à questão da obsolescência, pode ser observado com certa naturalidade que a vida útil dos aparelhos eletrônicos e afins que adquirimos hoje é cada vez menor, principalmente quando se comparada a dos aparelhos mais antigos. Isso não é uma teoria conspiratória ou algo do tipo. Hoje, conceitos de durabilidade, matéria-prima, manutenibilidade não são pensados para que o produto tenha melhor qualidade e seja utilizável por mais tempo, e sim, para que tenha um custo baixo para quem fabrica, e com isso um maior lucro. Portanto, a obsolescência e principalmente a que acontece de maneira programada é cada vez mais uma realidade no mundo da tecnologia. Uma realidade que muito improvavelmente será revertida, mas que não pode ser ignorada e deve ser tratada com atenção. Um documentário muito bom sobre o assunto está disponível em http://www.youtube.com/watch?v=pDPsWANkS-g, que mostra diversos casos, por exemplo, da vida útil de baterias de aparelhos eletrônicos e do cartel para a redução da longevidade das lâmpadas, entre outros, que deixam claro como ocorre todo esse processo que transforma dinheiro em lixo de forma tão rápida e sem controle. |